![]() |
| Arte de Weberson Santiago |
Uma das habilidades mais importantes que um
ser humano pode ter é a empatia. Todo mundo já ouviu falar essa palavra pelo
menos uma vez, mas eu acredito que na prática conseguimos experimentar pouco o
exercício dessa habilidade.
A
definição mais comum de empatia é como a capacidade de se colocar no lugar do
outro. Por isso as pessoas confundem muito a empatia com simpatia. Ser
simpático é compreender o que o outro sente. Ter simpatia é ter afinidades com
alguém e se sentir espontaneamente atraído a interagir com essa pessoa.
Quando
digo que o fulano é simpático, estou descrevendo que o fulano gera em mim um
bom sentimento é por isso eu tenho disposição para me aproximar do fulano, mas
isso não significa que o fulano e eu sejamos empáticos.
Por conta
da definição confundimos empatia com sensibilidade. Sensibilizar-se é quando eu
compreendo o que o outro sente e faço alguma coisa para amenizar a sua
situação. Agir com base nos sentimentos de pena não é empatia, é compaixão.
Ajudar alguém que sofre é solidariedade, e não empatia.
Empatia
é fazer o exercício de experienciar o lugar do outro. Não é entender como o
outro se sente, é se imaginar de forma efetiva nas condições em que o outro se
encontra, tendo como contexto a história de vida do outro.
Por isso
é tão difícil desenvolver a habilidade da empatia. É difícil porque a
habilidade é complexa e exige muito esforço. O esforço de desprender-se de si
mesmo a cada vez que tendemos a enxergar o outro sobre o nosso próprio ponto de
vista. Cada vez que você percebe que está utilizando as lentes da sua história
para compreender o outro, você deve se esforçar para entender do ponto de vista
do outro.
Desistimos
antes de nos aproximamos do comportamento empático porque dá muito trabalho.
Ficamos com preguiça de tentar de novo, e de novo e de novo. Nos contentamos
com simpatia e com a compaixão, que também são sentimentos importantes na vida
social, mas não são nem de longe a empatia.
Se você
quer treinar a sua habilidade de empatia para que consiga se relacionar melhor
com as pessoas, faça os seguintes exercícios:
1.
Escolha uma pessoa que você admira e pense em como você se sentiria tendo a
vida dela. O trabalho, a família, as responsabilidades, os prazeres, os medos,
etc. Se perceber que está voltando a pensar como se fosse você mesmo ao invés da
pessoa escolhida, gentilmente volte a buscar pensar como se fosse a pessoa.
Avance aos poucos pelas diferentes áreas da vida dessa pessoa. Se o exercício se
tornar cansativo, retome-o em outro momento.
2.
Escolha uma pessoa que vem lhe incomodando e faça o mesmo.
O
segundo exercício é um desafio maior que o primeiro, já que quando a pessoa
desperta fortes sentimentos negativos em nós fica mais difícil deixá-los de lado
para conseguir experienciar o lugar dela no mundo.
O
desafio vale a pena: quando você conseguir ocupar de fato o lugar dessa pessoa
em pensamento, talvez ela não seja mais tão incômoda para você.
|
| Treinar a empatia é como fazer Pilates na parte psicológica.
|


Nenhum comentário:
Postar um comentário