quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

GALERIA DO OBSERVATÓRIO




Exposição ÁRVORE DA VIDA

Ano
Título
Tamanho
Material
Proprietário
2010
Árvore da Vida
21 x 29 cm
Tinta Aquarelada em Papel Canson
Técnica de sopro com canudo
César Augusto Vicinança Mônaco

Esta aquarela foi feita com uma técnica simples e divertida: tinta diluída em água e canudo de refrigerante. A ideia é soprar a tinta até que o desenho vá se formando.


Determined & Undetermined Texture
Supplemental & Non-Supplemental Texture











Ano
Título
Tamanho
Material
Proprietário
2006
Determined & Undetermined Texture
40 x 40 cm
Tinta Acrílica sobre Painel
Carolina P. Castelli
2006
Supplemental & Non-Supplemental Texture
40 x 40 cm
Tinta Acrílica sobre Painel
Carolina P. Castelli
Esta dupla de painéis é um estudo de cores que busca o efeito de texturas determinadas e indeterminadas, complementares e não complementares. Trata-se de uma primeira obra, pintada no ano de 2006, que abre caminho para a produção das seguintes.

Piano, piano, si va lontano

Ano
Título
Tamanho
Material
Proprietário
2007
Piano, piano, si va lontano
70 x 50 cm
Tinta Acrílica sobre Painel
Ricardo M. Pelosi
Aprendi esta frase em italiano com meu avô, Augusto Amato. Uma possível tradução seria “devagar se vai ao longe”. Os vasos remetem a questão da transgeracionalidade: comportamentos que são (ou não) perpetuados através das gerações. “E são dois cílios em pleno ar, atrás do filho vem o pai e o avô”, canta Nando Reis. Na parte inferior, camadas de círculos lembram impressões digitais e, consequentemente, a identidade. Ao mesmo tempo em que parecem troncos de diferentes espessuras em um corte transversal. Na parte superior, o céu aparece no horizonte como uma perspectiva de uma experiência de futuro, carregando o peso do que houve no passado.

Psicoterapia“S”

Ano
Título
Tamanho
Material
Proprietário
2008
Psicoterapia“S”
80 x 60 cm
Tinta Acrílica sobre Painel e Tinta a Óleo sobre Tinta Acrílica.
Fernanda M. D. Gomes
Psicoterapia”S” coloca o foco na espontaneidade e no poder de criação do indivíduo. Fez menção ao mundo do autoconhecimento, que é resultante da análise dos efeitos que produzimos no mundo físico e nas pessoas que estão à nossa volta. As aspas no S final da palavra questionam a multiplicidade de metodologias empregadas nas terapias psicológicas e a ausência de uma unidade na prática clínica do Psicólogo.
A árvore retratada se encontra no Foro Paladino Romano, capturada por Silvia Maria de Carvalho.

Natação
Na ação
Nadar
No dar
Nado
Nada


Ano
Título
Tamanho
Material
Proprietário
2008
Natação, Na ação,
Nadar, No dar, Nado, Nada
70 x 45 cm
Tinta Acrílica e Pó de Pedra sobre Painel
Augusto Amato Neto
O único painel com figuras humanas e sem qualquer planta, ilustra e importante relação do homem com a água. Nos primórdios de nossa vida vivemos mergulhados no líquido amniótico durante meses. Depois no nascimento as pessoas se dividem entre as que se sentem bem no meio líquido e as que não gostam do contato com a água. Considerada uma atividade física completa, é uma arte de tão complexa. Movimentos repetitivos exigem precisão do nadador, que troca com a água as sensações de resistência e ao mesmo tempo de impulso.
As posições foram baseadas em fotos do Prof. Markinhos Machado enquanto acompanhávamos nossos atletas em competição estadual.

Madrugada

Ano
Título
Tamanho
Material
Proprietário
2008
Madrugada
100 x 120 cm
Massa Acrílica e Tinta Acrílica sobre Painel
Augusto Amato Neto
Madrugada representa a introspecção. Um mergulho nos sentimentos mais complexos. Concebe que, mesmo diante da escuridão da noite, um caminho se mostra viável. Trata-se de um painel de tamanho grande capaz de gerar os mais diversos tipos de sentimentos em quem se depara com ele. Na ausência de cores do preto, a arte carrega em si a inspiração da lua e o clima afável distante do sol.

Jatobá e Dalbergia

Ano
Título
Tamanho
Material
Proprietário
2009
Jatobá e Dalbergia
95 x 55 cm
Tinta Acrílica sobre Painel
Januária P. Rotta e Daniel Varajão
Jatobá e Dalbergia representa o casamento enquanto escolha de permanecer junto a cada momento. O amor é retratado pela parceria, nas árvores uma ao lado da outra, demonstrando o companheirismo necessário para a convivência. Faz menção às diferenças entre os membros do casal que se complementam e a desigualdade de preferências pelos desenhos dispostos do lado de cada árvore.

Mexerica Psicodélica

Ano
Título
Tamanho
Material
Proprietário
2010
Mexerica Psicodélica
70 x 90 cm
Tinta para Tecido sobre Algodão Cru.
Paulo Eduardo Vieira
Meu amigo Coruja alugou uma casa que tem dois limoeiros e uma mexeriqueira no quintal. Intimou que eu pintasse algo para sua nova moradia. Resolvi representar a mexeriqueira, o que culminou na intitulada Mexerica Psicodélica, pintado em um pedaço de trama de algodão cru.
O termo "psicodelia" origina-se da composição das palavras gregas psiké (alma) e delos (manifestação). A experiência psicodélica é caracterizada pela percepção de aspectos psicológicos anteriormente desconhecidos e inusitados. A exuberância criativa é um exemplo de psicodelia.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Exposição ÁRVORE DA VIDA

Exposição ÁRVORE DA VIDA

Augusto Amato Neto

Se em minhas crônicas observo os comportamentos humanos, em minhas pinturas o olhar se volta para a natureza. São os detalhes mais elementares das plantas e árvores que são representados pelas formas, cores e texturas que compõem os trabalhos. Não se trata de uma busca pelo desenho idêntico à realidade, ao contrário, o viés representativo das características das árvores, folhas, arbustos, troncos, vasos e frutos é o que busco nestas produções elaboradas no período de 2006 a 2010.

Cores fortes e vibrantes se contrastam com tons mais leves e claros, demonstrando o equilíbrio visual que a natureza proporciona à nossa percepção. As diferentes texturas utilizadas aguçam o tato do observador, para ilustrar que qualquer forma de vida não é plana e sim cheia de relevos e contrastes. A divisão da tela em formas geométricas, cada uma contendo um detalhe diferente, remetem a visão das partes que compõem o todo, como são nossos comportamentos para o que somos enquanto indivíduos.

O tema central do conjunto de obras são as ÁRVORES. Para a Psicologia o desenho da árvore simboliza a figura humana e é neste ponto de intersecção que o psicólogo se faz pintor, ainda que autodidata, demonstrando que as habilidades devem ser naturalmente desenvolvidas e que o resultado é sempre decorrente de um atrevimento acompanhado de reflexão. Reflexão esta que conclui que a felicidade pode estar em perceber o simples que, muitas vezes, passa despercebido.


terça-feira, 30 de novembro de 2010

Árvore da Vida

Por mais bela que seja a árvore da vida, ela precisa estar enraizada no solo, e isso leva alguns anos. São essas raízes que darão o alicerce para sustentar uma copa frondosa, com frutos belos e fartos.
Os galhos darão a árvore da vida o alcance dos objetivos, ora em busca do sol – a felicidade – ora em busca da árvore ao lado – o outro que me diz como estou. Cuidado: o galho que tenta alcançar longe demais afetará o equilíbrio do tronco. Se a raiz estiver forte, a árvore estará segura. Caso contrário, se encontrará tombada.

As folhas são as responsáveis pela transformação da luz em energia para o crescimento, assim como as células receptoras humanas nos permitem codificar e perceber tudo o que acontece neste mundo com cara de selva. Sol demais queima. Sol de menos impede a multiplicação das células.

A chuva proporciona a melhor das sensações e as gotas que caem são massagens. Um presente da natureza à existência da árvore, para sustentar e manter com alegria o seu lugar no mundo. O vaso é como o exercício da paternidade, ele deve dar abrigo à raiz, conter aquilo que fornece os nutrientes e impor os limites.

Esta importância pode ultrapassar a fronteira da necessidade quando as raízes estão ocupando o espaço máximo e precisam sair deste vaso. Se o vaso não permitir, a raiz ficará sufocada e a função deixará de ser fundamental para ser excessivamente protetora. Quem sofre é a árvore que não cresce.

A muda precisa aprender que a árvore que atinge a maior altitude é aquela que não se importou em depender do arrimo. Que o crescimento aumenta o número de camadas do tronco e a sua espessura, assim como multiplicam as rugas da casca.

A proteção das folhas e galhos não deve espantar os animais, em especial os pássaros, a árvore se satisfaz a servir de moradia e fornecer segurança. Tem de sobreviver às intempéries das mudanças climáticas, que não estão sob seu controle. Aproveitar a luz e a água de algumas estações, e ao mesmo tempo sobreviver à escassez e a perda de folhas das outras.

As aparências enganam: mesmo parecendo sadia, pode estar oca e com a raiz podre. A queda será uma questão de tempo. Embora uma árvore sem folhas estampe as belezas de sua estrutura, pode ser sinal de uma vida ameaçada. No entanto, nunca duvide da possibilidade de um broto.

Chega uma hora que é preciso dar frutos, que carregarão sementes e permitirão uma sobrevivência para além da árvore única e finita. Nesta hora, será inevitável o julgamento alheio sobre a qualidade do fruto gerado, que mostrará o quanto os piores e os melhores da árvore contribuíram para aquela nova vida.

O amadurecimento revela se o fruto pode ser comido. Mas antes de desfrutar saiba: a árvore carrega um grande afeto em sua produção, já que nele está boa parte da sua essência.

Em algum momento na vida da árvore, a casca pode se soltar, como quem perde tudo aquilo que mantinha a sua aparência. Aí todos poderão ver se a madeira é de lei.

Se ela será capaz de enfrentar o forte calor e as tempestades? O tempo irá dizer.








Crônica escrita à quatro mãos com o Prof. de Educação Física César Augusto Vicinança Mônaco, aluno do terceiro ano do curso de Psicologia.